Todos os tratamentos
Tecnologia de ponta

Neuromodulação: reescrevendo padrões neurais.

Estimulação elétrica não invasiva para acelerar a recuperação neurológica, modular a dor e otimizar a função motora.

Neuromodulação
Para quem é

Você pode se beneficiar se…

Sequelas de AVE (acidente vascular encefálico)

Doença de Parkinson e distúrbios do movimento

Dor neuropática e fibromialgia

Reabilitação pós-trauma cranioencefálico

Pacientes em busca de performance cognitiva

Como funciona

Um caminho claro do primeiro contato à alta.

01

Avaliação neurofuncional

Mapeamento de déficits motores, cognitivos e perceptuais.

02

Parametrização individual

Definição de intensidade, duração e localização da estimulação.

03

Reavaliação periódica

Ajustes finos a cada bloco de sessões para sustentar ganhos.

O que é neuromodulação não invasiva

A neuromodulação não invasiva é um conjunto de tecnologias capazes de modular a atividade elétrica de circuitos neurais específicos, sem cirurgia e sem medicamentos. Trabalhamos com duas modalidades complementares: a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC, também conhecida como tDCS), que aplica corrente elétrica de baixíssima intensidade sobre o couro cabeludo para alterar a excitabilidade de áreas corticais específicas; e a Estimulação Auricular do Nervo Vago (taVNS), que estimula eletricamente o ramo auricular do nervo vago no pavilhão da orelha, modulando o sistema nervoso autônomo e circuitos centrais ligados à dor, ao humor e à neuroplasticidade. Ambas são seguras, indolores, sem uso de campos magnéticos, e amplamente respaldadas por pesquisa clínica. Combinamos essas tecnologias com tarefas motoras, cognitivas ou sensoriais, potencializando a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se reorganizar.

Aplicações clínicas em reabilitação neurológica

Em pacientes pós-AVE, a ETCC aplicada sobre o córtex motor do hemisfério acometido (ou inibindo o hemisfério contralateral hiperativo) acelera a recuperação motora do membro plégico ou parético, especialmente quando associada a treino funcional intensivo. Na doença de Parkinson, a estimulação do córtex motor primário e da área motora suplementar melhora a marcha, reduz o congelamento e potencializa o efeito da medicação dopaminérgica. Em traumatismos cranioencefálicos e na esclerose múltipla, atuamos sobre déficits cognitivos (atenção, memória de trabalho) e sobre a fadiga, frequentemente o sintoma mais incapacitante. A estimulação auricular do nervo vago é especialmente útil para modular fadiga, disautonomia e sintomas centrais persistentes. Para cada condição, o protocolo (intensidade, duração, número de sessões) é definido conforme diretrizes internacionais e personalizado.

Neuromodulação para dor crônica

Em quadros como fibromialgia, dor neuropática, lombalgia crônica refratária, enxaqueca e dor pós-AVE, a neuromodulação atua diretamente nos circuitos que processam a dor, especialmente o córtex motor primário e o córtex pré-frontal dorsolateral. Estudos demonstram que ciclos de 10 a 20 sessões de ETCC podem reduzir significativamente a intensidade da dor, melhorar o humor (frequentemente comórbido em quadros de dor crônica) e diminuir o consumo de analgésicos. A estimulação auricular do nervo vago (taVNS) também tem evidência crescente em dor crônica, enxaqueca e fibromialgia, atuando sobre vias antinociceptivas e sobre o tônus autonômico. Combinamos a neuromodulação com fisioterapia, exercício e educação em dor, criando um protocolo multimodal de alto impacto.

Segurança, contraindicações e o que esperar

A ETCC e a estimulação auricular do nervo vago são técnicas seguras, com efeitos adversos raros e em geral leves (formigamento ou leve coceira no local dos eletrodos, vermelhidão transitória da pele). As principais contraindicações são lesões de pele no local da aplicação, epilepsia ativa não controlada, presença de marcapasso cardíaco (para taVNS) e gestação, todos avaliados criteriosamente na primeira consulta. Cada sessão dura entre 20 e 40 minutos, é realizada com o paciente sentado e desperto, e geralmente é integrada a uma tarefa motora ou cognitiva no mesmo período. Em geral, prescrevemos blocos de 10 a 20 sessões, com reavaliação ao final de cada bloco.

Evidência científica

Diretrizes internacionais reconhecem a ETCC (tDCS) e a estimulação auricular do nervo vago (taVNS) como adjuvantes válidos em reabilitação pós-AVE, dor neuropática, fibromialgia e disautonomia.

FAQ

Dúvidas sobre este tratamento

Não. A sensação é de um leve formigamento ou coceira no local dos eletrodos. Bem tolerado pela grande maioria dos pacientes.

Não. Trabalhamos apenas com estimulação elétrica não invasiva: ETCC (corrente contínua transcraniana) e estimulação auricular do nervo vago.

Sim, lesões de pele no local de aplicação, epilepsia ativa não controlada, marcapasso (para taVNS) e gestação. Avaliamos seu caso na consulta inicial.